top of page

Juros do Fies

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

A discussão sobre a aplicação de juros zero em contratos antigos do Fies voltou ao centro das atenções, especialmente diante do aumento de promessas feitas a estudantes sobre a possibilidade de revisão contratual.


Decisões recentes da Justiça reforçam um entendimento já consolidado: contratos assinados antes de 2018 não podem ser convertidos para a modalidade de juros zero prevista no Novo Fies.


Em um caso recente, uma estudante com contrato firmado em 2016, com taxa de 6,5% ao ano, ingressou com ação judicial buscando a aplicação das regras do Novo Fies. O pedido foi negado.


A decisão se baseou na Lei 13.530/2017, que instituiu o Novo Fies e limitou sua aplicação aos contratos firmados a partir de 2018. Não há previsão legal para aplicação retroativa dessa regra.


Na prática, a Justiça tem entendido que não existe direito de aplicar normas posteriores mais benéficas a contratos antigos. As condições pactuadas no momento da assinatura devem ser preservadas, em respeito à segurança jurídica.


Esse posicionamento não é isolado. Ele já está consolidado nos tribunais, que vêm julgando improcedentes ações com esse tipo de pedido.


Apesar disso, ainda circulam no mercado promessas como:


  • “Você vai ganhar com certeza”

  • “Dá pra zerar os juros”

  • “Você vai receber valores de volta”


Esse tipo de afirmação não encontra respaldo na legislação atual nem no entendimento dominante da Justiça.


Outro ponto que merece atenção é o funcionamento do chamado “juros zero”.


No Novo Fies, não há cobrança de juros, mas o saldo devedor é corrigido anualmente pelo IPCA, índice oficial da inflação.


Em 2025, o IPCA foi de 4,26%. Já muitos contratos antigos operam com juros de 3,4% ao ano.


Na prática, isso significa que a dívida em um contrato sem juros pode crescer mais do que em contratos antigos com taxas menores, dependendo do comportamento da inflação. A vantagem só existiria se o IPCA fosse inferior a 3,4%, o que não ocorreu no período analisado.


Em outras palavras, o que parece benefício pode, na prática, aumentar o custo da dívida.


🤝 Posicionamento ProFies


A nossa atuação é baseada em critérios técnicos, responsabilidade e alinhamento com o entendimento atual da Justiça.


A ProFies não ajuíza ações sem fundamento jurídico consistente e prioriza orientar seus clientes com transparência, segurança e clareza.

 
 
bottom of page